quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quarta feira de Cinzas - O significado das cinzas



Quarta feira de Cinzas
- Início da Quaresma –
“Tempo de penitência e conversão.”
Lançamento da Campanha da Fraternidade 2006.

O significado das cinzas

O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: "Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza" (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar-se cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.

O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que recusavam-se a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: "Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro "De Poenitentia" , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria "viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas". O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás". Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: "Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?" O moribundo então respondia: "Sim, estou de acordo". Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja. Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás" ou então "Arrepende-te e crede no Evangelho".

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação. Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.


BÊNÇÃO E IMPOSIÇÃO DAS CINZAS NO INÍCIO DA QUARESMA

Aceitando que nos imponham as cinzas, expressamos duas realidades fundamentais:

1. Somo criaturas mortais; tomar consciência de nossa fragilidade, de inevitável fim de nossa existência terrestre, nos ajuda a avaliar melhor os rumos que compete dar à nossa vida: "você é pó, e ao pó voltará" (Gn 3, 19). Somo chamado;

2. Somos chamados a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino, mudando nossa maneira de ver, pensar, agir.

Muitas comunidades sem padre assumiram esse rito significativo como abertura da quaresma anual, realizando-o numa celebração da Palavras.

Veja mais embasamentos bíblicos sobre as cinzas através das seguintes passagens: (Nm 19; Hb 9,13); como sinal de transitoriedade (Gn 18,27; Jó 30,19). Como sinal de luto (2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19). Como sinal de penitência (Dn 9,3; Mt 11,21). Faça uma pesquisa através de todas estas passagens bíblicas, prestando a atenção ao texto e seu contexto, relacionando com a vida pessoal, comunitária, social e com o rito litúrgico da Quarta-feira de cinzas.

OBS: FONTE - MISSAL DOMINICAL, página de 140, © Paulus, 1997
marinho
Publicado no Recanto das Letras em 28/02/2006

Igreja celebrará 50 anos de ordenação sacerdotal de Dom Augusto


Uma grande mobilização envolve a comunidade católica da Diocese de Floriano em torno das comemorações pelos 50 anos de ordenação sacerdotal de Dom Augusto Alves da Rocha, primeiro bispo da recém-criada diocese de Floriano, antes bispo da diocese de Oeiras-Floriano e ainda bispo da Diocese de Picos.

Para celebrar a data padres, leigos e grupos da igreja se organizam para uma vasta programação no dia 20 de fevereiro, começando pela Santa Missa, na Igreja Matriz de São Pedro de Alcântara, às 19 horas.

Ainda no dia 20, no Comércio Esporte Clube, será o momento de homenagens, exposição de fotos, clipping de jornais e outros sobre o trabalho de Dom Augusto, além de um documentário sobre sua história, e de música ao vivo.

Segundo a comissão que organiza o evento, a data será comemorada em Floriano por representantes de mais de vinte municípios, que incluem autoridades religiosas, amigos, familiares, grupos da igreja católica e outros convidados.

Com 76 anos de idade, Dom Augusto chegará ao jubileu de ouro de sacerdócio com uma história de muito trabalho, e momentos importantes vividos em Floriano:


A trajetória


Dom Augusto Alves da Rocha. Nascido em Aparecida, hoje Bertolínia-Piauí,em 17/07/1933, cursou o primário de 1940 a 1945 no Grupo Escolar Agrônomo Parentes, e de 1940 a 1947 o ginasial, no Colégio Santa Teresinha, ambos de Floriano -PI.

Formação religiosa:

1940-1951- Seminário Sagrado Coração de Jesus- Teresina- PI;

1953-1975- Seminário São José- Crato- CE;

1953-1960 - Pontifícia Universidade Gregoriana Filosofia e Teologia- Roma- Itália.

21/02/1960- Ordenado Sacerdote, na Igreja de São Marcelo, em Roma - Itália;

1961 - 1969 - Nomeado Vigário das Paróquias de Simplício Mendes e Paulistana- PI;

1969-1975 - Nomeado Vigário Cooperador da Paróquia de S. Pedro de Alcântara- Floriano - PI;

28/05/1975 - Eleito por sua Santidade o Papa Paulo VI, Bispo de Picos- PI;

23/08/1975- Ordenação Episcopal em Floriano - Pi;

21/09/1975- Posse na Diocese de Picos -PI;

23/08/1975- Presidente Nacional Da Comissão Pastoral da Terra;

1994 / 1997 - Membro do Comitê Diretor de Pax Christi Internacional - Bruxelas - Belgica;

1995 - 1998 - Membro do Conselho Nacional do Movimento de Educação de Base /MEB. Durante sua gestão a Comissão Pastoral da Terra foi agraciada com o Prêmio Nobel Alternativo da Paz.

Tomou posse como Bispo da Diocese de Oeiras - Floriano em 29/12/2001 e como 1º Bispo da Diocese de Floriano em 18/05/2008.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

IMAGENS: VENERAÇÃO E NÃO ADORAÇÃO

by Emerson Oliveira

Deus proíbe a fabricação de imagens? Não! Isto é o que veremos num áudio, conforme a Bíblia. As acusações protestantes já estão super ultrapassadas, mas ainda existem muitos Cristãos que caem em suas armadilhas. Escute e tire suas conclusões, ouça o áudio:


Autor: Jaime Francisco de Moura.