domingo, 28 de fevereiro de 2010

E se um evangélico pedir para que você jogue fora o seu crucifixo?

“De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar o evangelho – sem sabedoria de palavras, para não esvaziar a força da cruz de Cristo. A pregação da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que são salvos, para nós, ela é a força de Deus” (1 Cor 1,17.18).

A crucificação já existia antes do poderoso Império Romano. Tem a sua origem na Pérsia.

No império romano, em principio era reservado as classes baixas, os escravos e os estrangeiros.

Em todo domínio do Império a crucificação era praticada com grande crueldade e requinte de perversidade.

Para os nobres e intelectuais romanos a crucificação era considerada uma punição terrível, escandalosa e bárbara, da qual se devia evitar até ouvir e falar sobre ela.

Para o grande político e o maior orador romano Marco Túlio Cícero (106-43 a.C.) falou dessa punição horrorosa. Disse ele: “Era a mais cruel e revoltante penalidade, que devia ser reservada só para os escravos, e em último caso”. “A própria palavra cruz, devia não apenas ficar longe do corpo de um cidadão romano, mas também de seus pensamentos, de seus olhos e seus ouvidos”, escreveu o autor das famosas catilinárias.

Para o cidadão romano ou estrangeiro que tinha a cidadania romana, a pena capital era a decapitação pelo golpe de espada romana.

Os dois primeiros apóstolos mártires de Roma: São Pedro e São Paulo. O primeiro foi crucificado de cabeça para baixo, que também era costume e o segundo pela sua cidadania romana foi decapitado.

A MENSAGEM DA CRUZ

“Quem não procura a cruz de Cristo, não procura a glória de Cristo”.

São João da Cruz (1542-1591)

Sacerdote e Doutor da Igreja

A cruz é a expressão monumental do triunfo do glorioso cristianismo e o logotipo da santíssima fé vitoriosa. A cruz é o marco central do amor da redenção humana pela graça do bom Deus. A mensagem mais poderosa do mundo é a proclamação da cruz de Cristo. É o maior escândalo e a maior loucura para os incrédulos.

A verdadeira pregação do evangelho é centralizada no Cristo crucificado e ressuscitado (1 Cor. 2,2; At 2,23.24).

A cruz e o símbolo mais importante e conhecido do cristianismo. Assim professamos no Credo Apostólico: “Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado”.

De tantos crucificados numa terra pobre, miserável, conturbada, cheia de conflitos políticos e religiosos, tão distantes da capital do Império Romano, porque um crucificado causou tanta agitação para as autoridades judaicas e romanas?

A resposta foi registrada pelo apóstolo São Mateus: “O centurião e os que com ele guardavam Jesus, ao verem o terremoto e tudo mais que estava acontecendo ficaram muito amedrontados e disseram: De fato, este era o filho de Deus!”

(Mt 27,54).

De todos os crucificados na Palestina, o Filho de Deus é o mais famoso de todos até o dia de hoje. A sua missão na cruz foi para salvar a humanidade e para que, em nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua confesse: “Jesus Cristo é o Senhor” para a glória de Deus Pai (Fl 2,10.11).

A sua cruz foi fincada no monte do calvário na Palestina e sua ressurreição para o Universo. Jesus é a personalidade mais famosa do mundo, seja: na arte, na literatura, no cinema, no teatro e na internet.

O Servo foi crucificado e ressuscitado como Senhor e Deus (Jo 20,28). Ele foi o Cordeiro imolado e humilhado para ser Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16).

O SIGNIFICADO DA RESSURREIÇÃO

Mas o anjo, respondendo, disse as mulheres: “ Não tenhais medo, pois eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou. ( Mateus 28, 5.6)

No primeiro dia da semana, algumas mulheres piedosas madrugaram para ir ao sepulcro do Senhor Jesus. Buscavam o crucificado, Mas não acharam o corpo dele, encontraram um anjo que lhes deu essa magnífica notícia: “Ele não está aqui, porque já ressuscitou”. Que grande significado estas palavras tem!

Já ressuscitou – Ele vive! Aquele que por amor a nós foi para a cruz e cumpriu a obra infinitamente penosa da salvação agora está vivo. Vivo para nunca mais morrer, depois de haver ressuscitado, subiu aos céus, a esfera espiritual da qual ele cuida de nós. Temos um Senhor vivo e glorificado, a quem podemos seguir, servir e adorar e que nos ama.

Já ressuscitou – Ele venceu! Por meio da obediência de seu Filho até a morte, Deus foi glorificado.

Jesus satisfez todas as exigências do santo e justo Deus. Tudo esta cumprido, por isso o Deus o ressuscitou. No Gólgata, o Cristo venceu o pecado, a morte, o diabo e o mundo.

Já ressuscitou – Ele nos fez participantes da sua vitória! “Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá; e todo aquele que crê em mim nunca morrerá” (João 11, 25-26). Somos filhos de Deus estamos unidos ao Cristo vivo. A vida dEle é nossa vida. O Deus dele é nosso Deus. O Pai dele é nosso Pai. Portanto “se nós somos filhos, logo somos herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” ((Romanos 8,17).

A ressurreição do Senhor Jesus é parte do fundamento da fé cristã. Os Evangelhos apresentam o relato histórico desse fato.

O livro de Atos dá testemunho desse acontecimento; nas Epístolas encontramos o significado e as conseqüências dela.

O significado da ressurreição de Cristo está enfatizado em Romanos 4,25: “O qual nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa salvação”. Cristo morreu na cruz em nosso lugar. Ali Deus o castigou por nossos pecados e pelos seus também, querido leitor.

Mas, somente a partir da ressurreição sabemos que Deus aceitou o sacrifício do nosso substituto. A ressurreição nos confere a plena segurança da nossa fé e da salvação.

Deus foi infinitamente glorificado pela obra de seu filho, e como demonstração de sua aprovação o ressuscitou. Em virtude disto sabemos que o sacrifício de Cristo foi aceito. Com toda tranqüilidade podemos descansar nessa certeza. Ele também é à base de nossa confiança em Deus e em sua Palavra. Nossa esperança no por porvir está igualmente ligada a ressurreição, porque o Cristo ressuscitou é chamado de “as primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15,20).

Por assim dizer, ele é o primeiro fruto de uma colheita que abrange todos os redimidos que morreram e ainda morrerão.

Eles ressuscitarão com um corpo glorificado quando o Senhor vier para arrebatar aos seus. Até “lá, vivamos de maneira que o agrade e honre o bom nome que sobrevós foi invocado.” (Tiago, 2,7).

CONCLUSÃO

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo por sua morte e ressurreição venceu definitivamente o pecado, o império da morte e todo o sistema diabólico.

Pelo Senhor Jesus, pela sua Vitória, nos somos vitoriosos também: Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está a mão direita de Deus Pai, é que intercede por nós!… Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou (Romanos 8,34,37).

O maior presente que o bom Deus podia ter nos dado, Ele nos deu, enviando ao mundo SEU FILHO JESUS. E, por Jesus, nós podemos chamar a esse DEUS de PAI.

“Enviou Deus aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que chama: Abra, Pai! De modo que já não és mais escravo, mas filho. E se és filho és também herdeiro da graça de DEUS” (Gl 4,6.7).

A ressurreição de Cristo foi o maior acontecimento de transformação na história da humanidade Foi o único que tem todo o poder de mudar a vida de milhares de pessoas que estão “mortas” pelos delitos e pecados, com suas mentes e corpos escravizados pelos vícios. A única solução para estas pessoas é o arrependimento de suas ofensas contra Deus e a purificação de suas almas pelo sangue de Jesus Cristo, por meio de uma verdadeira conversão ao Cristo Redentor.

Daí viver sempre em comunhão com Cristo e na profunda experiência de seu eterno amor. Estudando sempre a Sagrada Escritura, fiel a Eucaristia e na caminhada eclesial.

Ele disse: “Eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 18,20).

Ele vive e reina. Ele é louvado, adorado e glorificado em nossos corações por nosso testemunho para sempre.



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por Pe. Inácio José do Vale, Professor de História da Igreja - Faculdade de Teologia de Volta Redonda
Católicos na Rede, postado em http://www.comshalom.org

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A Igreja Católica e as Seitas


Artigo do Padre José do Vale: Satanismo e a Dominaçäo Mundial

08.10.2009 - “Satanás é um ser vivo, espiritual, pervertido e perverso, o inimigo número um, o tentador por excelência; um ser obscuro e perturbador, que existe verdadeiramente e que com traiçoeira astúcia está ainda agindo”. Papa Paulo VI - Audiência Geral de 15/11/1972

É assustador a atuação destruidora de Satanás no panorama mundial via: os meios de comunicações, literaturas de auto-ajuda, Nova Era, crises econômicas, o ocultismo, xamanismo, pseuda-ciência, fome, guerra, terrorismo, doenças, ameaças de uma guerra nuclear, medo das armas de destruição de massa, degradação do meio ambiente, manipulação da ciência e a tecnologia, a indústria alienante da informação, banalidade da violência e das drogas, corrupção desenfreada, relativismo da verdade, impunidade descarada, perda do senso moral e da ética, desagregação familiar, homossexualismo e a sua principal máquina de guerra: rede de igrejas satânicas e congêneres.

Vou assim usar nesse artigo informações valiosas do renomado pesquisador e autor da grande obra “O Anticristo-Poder oculto por trás da Nova Ordem Mundial”, da editora Ave-Maria, do holandês Robin de Ruiter.

GRANJAS HUMANAS

Anton LaVey foi o agente de publicidade encarregado de dar ao satanismo uma boa imagem. LaVey já pertencia ao satanismo antes dos anos 60, mas não foi senão em 30 de abril de 1966 que fundou a Igreja de Satã em São Francisco, EUA. Não só Jane Mansfield foi uma grande sacerdotisa dessa igreja, mas também Marilyn Monroe, que participou dos rituais satânicos de LaVey, mesmo antes que ele fundasse sua Igreja de Satã.
Para fazer felizes a Satanás e seus demônios, os seguidores desses cultos os adoram dos modos mais violentos que se possam inventar. Entre suas cerimônias incluem a violação de virgens adolescentes, orgias sexuais, abuso desonesto e sacrifícios de animais e de humanos. Alguns elementos do ritual satânico, como a adoração do demônio e os sacrifícios humanos ou de animais, parecem tão incríveis aos que não estão familiarizados com estes crimes, que fazem com que diminua a credibilidade das vítimas.
Aleister Crowley um dos fundadores do culto satânico, escreveu o seguinte em seu livro The Book of Law: "Para quase todos os propósitos, o melhor sacrifício é o de um menino varão de inocência perfeita e grande inteligência".
Um Príncipe Negro (bruxo satanista negro) calculou que nos Estados Unidos se realizam cada ano de 40 a 60 mil sacrifícios humanos. (Entrevista do Dr. AI Carlisle a um Príncipe Negro gravada em Stattford. Satan's Underground. 1990,144.) Em muitos países existem "granjas humanas", onde se descobriram be¬bês desde 11 dias até quatro meses de idade, para prover os sacrifícios humanos.
Na Califórnia dezenas de "centros para cuidado diurno" são investigados a cada ano por entregar crianças confiadas a seus cuidados para sacrifícios sa¬tânicos. No condado de Los Angeles referiram-se 800 denúncias de abuso ritual que envolviam 64 escolas e jardins da infância, bem como 27 dos arredores.

SEITAS DESTRUIDORAS

Um dos fins principais dos iluminados é a promoção do ocultismo. Nas programações de quase todos os canais de televisão incluem-se programas dedicados ao ocultismo, astrologia, parapsicologia, magia, bruxaria, feitiçaria e espiritismo. Embora estes termos não devam ser colocados sob uma mesma perspectiva, não obstante o diabo está na origem de todas essas manifestações.

Atualmente as publicações ocultistas são mais abundantes do que nunca, aumentam dia a dia, estão em cada esquina e se exibem em todos os mostruários. A produção dessas publicações está nas mãos dos iluminados. Por exemplo, David Rockefeller está no conselho de administração de Cadence Industries, proprietária de Marvel Comics. Esse editor difunde entre os jovens o ocultismo e heróis tais como "O Filho de Satã". David Rockefeller também faz parte da administração do Lucis Trust (Lucifer' s Trust). O livro do Lucis Trust, Externalisation of the Hierarchy, nos afirma, entre outras coisas, que Satanás é o dono do mundo e que Lúcifer é seu governador.

A revista francesa Le Point publicou, em 1993, que já há muitos anos os advogados das diversas seitas destrutivas trabalham juntos em casos judiciais em que as mesmas são objetos de demandas. A mesma revista informou que durante uma reunião, em 1992, de diferentes representantes das diversas seitas foi fundada na França uma federação chamada Firephim (Federação das Minorias Religiosas e Filosóficas), uma organização para defender os direitos das seitas.
A presidenta da Firephim é a senhora Gounord, da Igreja da Cienciologia; o tesoureiro é o líder da seita Moon, Bemard Mitjaville, e o secretário geral é o "raeliano" Jacques Aizac.
O “infolink” da Alemanha publicou uma lista das seitas destruidoras que fazem parte de um “cartel de seitas”. Entre muitas, estão os moonis, e cienciologia, os satanistas, a Meditação Trascendental, os raelianos (culto sexual), os druidas, os maçons, a Wicca Ocidental, os Meninos de Deus, os baha’is, e também os Testemunhas de Jeová.
Os Superiores Invisíveis por trás dos Testemunhas de Jeová não só deram notáveis somas de dinheiro para o avanço da Sociedade Watchtower, mas também de muitas outras seitas destruidoras. As relações entre os Superiores Invisíveis e as seitas estão fora de qualquer dúvida.
Em 1970, Rockefeller elaborou um informe no qual insistiu na necessidade de substituir os católicos na América Latina pelas igrejas como os “moonis”. Em conseqüência, não é estranho que o Chase Manhattan banck dos Rockefeller, o banco mais poderoso da terra, concedesse ao coreano de origem japonesa, Sun Myung Moon, Líder da Igreja da Unificação (os moonis), um crédito importantíssimo.
Rockefeller, como afirma Pepe Rodríguez, em sua obra El poder de las Sectas (Barcelona 1990), doou também notáveis quantidades de dinheiro para apoiar a expanção da seita Hare krishna.

APOLOGÉTICA CATÓLICA

“Hoje se faz necessário reabilitar a autentica apologética que faziam os Pais da Igreja como explicação da fé. Mas do que nunca os discípulos e missionários de Cristo de hoje necessitam de uma apologética renovada para que todos possam ter vida nele” (Documento de Aparecida nº229).

É uma lastima que muitos católicos, atraídos pela propaganda sectária, tenham abandonado a Igreja. Esses católicos não sabem que se expõem a perder a maior preciosidade que o ser humano possui: o dom da fé. Diversas vozes autorizadas levantaram-se para pedir que se volte a utilizar na Igreja uma apologética sadia.
O presbítero Dizán Vázquez diz, em seu livro Católico: defende tua fé! Que a Igreja precisa intensificar em seu próprio seio um processo de evangelização integral que chegue a todos os batizados que não descobriram o tesouro inesgotável de sua fé. É preciso ajudar muitos católicos a recuperar a confiança em sua própria Igreja, em seus ensinamentos e em sua moral, desenvolver-lhe a segurança de que sua Igreja não o está enganando, como tantas vezes lhe repetem os agentes sectários; ajudá-lo a sentir-se justamente, orgulhoso de sua identidade católica.
Escreve de forma sábia e exortativa o ilustre pesquisador de Religiões e Seitas Robim de Ruiter: “As seitas, para confundir os católicos sinceros, muitas vezes tornam públicos os defeitos dos piores elementos da Igreja Católica. Os pecados que certos católicos possam cometer não devem constituir obstáculo algum para os cristãos sinceros”.
“A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época” dizia o intelectual inglês G.K. Chesterton.
Nosso Senhor Jesus Cristo fundou uma só Igreja: a Católica, e não mandou ninguém mais fundar qualquer que seja outra igreja.
Só a Igreja Católica tem o poder de Deus para vencer, as forças do inferno, Satanás, o Anticristo e todo seu império destruidor. (Mt 16,18). Ser fiel aos ensinamentos da Igreja Católica de Cristo é ficar livre de toda armação de Satanás e de seus falsos apóstolos. Jesus Cristo disse: “Cuidado para que ninguém vos engane” (Mt 24,4).
Vivemos uma era farta de muitos falsos apóstolos, profetas, bispos, pastores, evangelistas, missionários e obreiros do diabo.
Vejamos um terrível testemunho de um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. “Aprendi a extorquir o povo com o bispo Edir Macedo, tenho até vergonha de falar. Uma vez coloquei uma piscina de plástico no altar por 15 dias, cheia de água. Disse que era uma água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado. Eu dizia que as pessoas iam ser batizadas na mesma água que Jesus, desde que dessem uma oferta. E era uma água de torneira”. (Revista Época, 21/09/2009, p.43). “Isso é coisa de bandido”.

CONCLUSÃO

“Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1Jo 5,19) “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo” ( 1 Jo 3,8).
Toda missão de Jesus Cristo é uma luta ferrenha e colossal contra o império de Satanás e seus demônios.
Jesus lhe disse: “Vai embora Satanás, pois está escrito: Adorarás só Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Mt 4,8-10)
Já temos a fé, a graça e unção do Espírito Santo e a verdade de Jesus Cristo em nossas vidas, resta tão somente mais conhecimento, informação e formação bíblica, teológica, mística e histórica para enfrentar e libertar as pessoas de todo império de Satanás: Cultura de charlatanice e de morte.
Somente em Jesus Cristo o ser humano encontra felicidade e vida eterna.
Somente ficarão livres de toda dominação satânica mundial os cristãos fiéis ao domínio da graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que é o Rei dos reis e o Senhor dos Senhores (Ap 19,16).

Pe. Inácio José do vale
Especialista em Ciência Social da Religião
Professor e Pesquisador de Seitas
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Porque o Católico não pode ser Espírita


Parte II


1. O Católico: admite a possibilidade de "mistério" e aceita as verdades sempre que tem certeza que foram reveladas por Deus. O Espírita: proclama que absolutamente não há "mistérios" e tudo o que a mente humana não pode compreender, é falso e deve ser rejeitado.

2. O Católico: instruído crê que Deus pode e faz milagres. O Espírita: rejeita a possibilidade de milagres e ensina que Deus também deve obedecer às "leis" da natureza.

3. O Católico: crê que os livros da Sagrada Escritura foram inspirados por Deus, portanto não podem ter erros em questão de fé e moral. O Espírita: declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que nunca foi inspirada por Deus.

4. O Católico: crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que pudessem transmitir fielmente, sem erros, a sua Doutrina. O Espírita: declara que os apóstolos e seus sucessores não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo o que eles nos transmitiram está errado, é falsificado.

5. O Católico: crê que Jesus instituiu a Igreja para continuar sua obra. O Espírita: declara que até a vinda de Allan Kardec a obra de Cristo estava perdida e inutilizada.

6. O Católico: crê que o Papa, sucessor de Pedro, é infalível em questões de fé e moral. O Espírita: proclama que os Papas só espalharam o erro e a incredulidade.

7. O Católico: crê que Jesus nos ensinou toda a Revelação e nada mais há para ser revelado. O Espírita: proclama que o espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e substituir o Evangelho de Cristo.

8. O Católico: crê no Mistério da Santíssima Trindade. O Espírita: nega esse augusto mistério.

9. O Católico: crê que Deus é o Criador de tudo, Ser Pessoal, distinto do mundo. O Espírita: afirma que os homens são partículas de Deus - verdadeiro panteísmo.

10. O Católico: crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo. O Espírita: afirma que nossa alma é o resultado da lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.

11. O Católico: crê que o homem é uma composição substancial de corpo e alma. O Espírita: afirma que é um composto entre "perispírito" e alma e que o corpo é apenas invólucro temporário, um "Alambique para purificar o espírito".

12. O Católico: obedece a Deus que, sob penas severas, proibia a evocação dos mortos. O Espírita: faz dessa evocação uma nova religião.

13. O Católico: crê na existência de anjos e demônios. O Espírita: afirma que não há anjos, mas espíritos mais evoluídos e que eram homens. Que não há demônios, mas apenas espíritos imperfeitos que alcançarão a perfeição.

14. O Católico: crê que Jesus é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. O Espírita: nega esta verdade fundamental da fé cristã e afirma que Cristo era apenas um grande "médium" e nada mais.

15. O Católico: crê que Jesus é também verdadeiro homem, com corpo real e alma humana. O Espírita: em grande parte, afirma que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.

16. O Católico: crê que Maria é Mãe de Deus, imaculada, assunta ao céu. O Espírita: nega e ridiculariza todos os privilégios de Maria, Mãe de Deus.

17. O Católico: crê que Jesus veio para nos salvar por sua Paixão e Morte. O Espírita: afirma que Jesus não é nosso Redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e isso mesmo de um modo obscuro, e que cada pessoa precisa remir-se a si mesmo.

18. O Católico: crê que Deus pode perdoar o pecador contrito. O Espírita: afirma que Deus não pode perdoar pecados sem que preceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, sempre em novas reencarnações.

19. O Católico: crê nos sete sacramentos e na graça própria de cada sacramento. O Espírita: não aceita nenhum sacramento, nem mesmo o poder da graça santificante.

20. O Católico: crê que o homem vive sobre a terra e que desta única existência depende a vida eterna. O Espírita: afirma que a gente nasce, vive e morre e renasce ainda e progride continuamente.

21. O Católico: crê que após esta vida, há céu e inferno. O Espírita: nega - crê em novas reencarnações.

Transcrito da revista "Jesus vive e é o Senhor" Fonte: Subsecretariado de Medjugorje - Balneário Camboriú - SC.

Frei Boaventura Kloppenburg, O.F.M. Bispo da Diocese de Novo Hamburgo (RS)

www.portalanjo.com

Por que o Católico não pode ser Espírita?

Parte I

O espiritismo foi codificado por Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido por seu pseudônimo "Allan Kardec", nascido em Lião, França, em 3/10/1804.
A doutrina sobre a redenção "É pelo sangue de Jesus Cristo que temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça que ele derramou profusamente sobre nós", explicava São Paulo aos efésios (1,7). Nossa redenção pela paixão, morte e ressurreição de Jesus é outra verdade fundamental da fé cristã. Nisso consiste propriamente a "boa nova" ou o "evangelho". Mas nem esta verdade tão central entra no credo espírita de AK. Segundo ele cada um deve ser seu próprio redentor através do sistema de reencarnações. Por isso no espiritismo a soteriologia (doutrina sobre a redenção ou salvação do homem) é deslocada da cristologia para a antropologia.

Leão Denis o enuncia cruamente quando escreve: "Não, a missão de Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo." (Cristianismo e espiritismo, p. 88). E o Reformador, órgão máximo da propaganda e encarnacionista no Brasil, ensina em seu número de outubro de 1955 (p. 236): "A salvação não se obtém por graça nem pelo sangue derramado por Jesus no madeiro", mas "a salvação é o ponto de esforço individual que cada um emprega, na medida de suas forças". Daí esta doutrina de AK: "Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes." (V, 88).

Ele reconhece a necessidade e o valor do arrependimento; mas este arrependimento não basta ao pecador para obter o perdão divino. Segundo ele, a contrição é apenas o início da expiação e tem como conseqüência o desejo de "uma nova encarnação para se purificar" (I, 446). "O arrependimento concorre para a melhoria do espírito, mas ele tem que expiar o seu passado" (I, 448); "o arrependimento lhe apressa a reabilitação, mas não o absolve" (I, 450); "o arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito, destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação." (V, 90); e a graça é coisa que não existe porque "seria uma injustiça" (IV, 76). No livro Roma e o Evangelho (5ª ed.), o espírito de "Maria" dita estas palavras: "Jesus Cristo não podia, nem quis assumir todas as responsabilidades individuais, contraídas ou por contrair, emanadas dos pecados dos homens, e muito menos podia, pelo sacrifício de sua vida, remir a humanidade da pena de desterro a que fora condenada. A redenção da humanidade não se firma, pois, nos méritos e sacrifícios de Jesus, e, sim, nas boas obras dos homens. Que cegueira! Quanta aberração! Supor e afirmar que os sofrimentos e a morte do Justo foram ordenados do alto, em expiação dos pecados de todos, é a mais orgulhosa das blasfêmias contra a justiça do Eterno." A doutrina sobre a Igreja: "Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica." É a profissão cristã. Nem esta profissão entra no credo espírita.

Com a negação da doutrina cristã sobre a redenção e santificação dos homens, contestam-se conseqüentemente também todos os meios instituídos por Jesus Cristo para a salvação e santificação. A começar pelo batismo. Jesus mandou aos apóstolos ir pelo mundo inteiro, ensinar a todos tudo quanto ele lhes ordenara, batizando a todos "em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19-20), esclarecendo: "Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado" (Mc 16,16). No Brasil, os espíritas, fiéis à doutrina codificada por AK, já não batizam nem fazem batizar seus filhos. Nem teria sentido. Pois é pelas reencarnações que os homens devem alcançar a perfeição. Na última ceia Jesus instituiu a eucaristia e ordenou aos apóstolos: "Fazei isto em minha memória" (Lc 22,19). Mas os espíritas não o fazem. Nem teria sentido. Pois, segundo eles, o mistério pascal não tem valor de sacrifício pelos pecados dos homens. Jesus disse aos apóstolos: "Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados" (Jo 20,23). Mas os espíritas não procuram receber o perdão divino que lhes é generosamente oferecido. Nem teria sentido. Pois somente mediante as reencarnações se alcança o perdão.

Jesus disse a Pedro: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus e o que ligares na terra será ligado nos céus e o que desligares na terra será desligado nos céus." (Mt 16,18-19). Mas os espíritas não dão nenhuma importância nem a Pedro e seus sucessores, nem à Igreja que Jesus dizia "sua", nem ao poder das chaves que o Senhor Jesus entregou ao chefe do colégio apostólico. Jesus declarou aos apóstolos: "Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza, e quem me despreza, despreza aquele que me enviou" (Lc 10,16). Para os espíritas tudo isso já está superado. Pois eles vão receber as orientações dos espíritos que baixam em seus centros. Proclamando a nulidade dos sacramentos, quer AK que o espiritismo não tenha "nem culto, nem rito, nem templos" (VII, 235). E o Conselho Federativo Nacional dos espíritas, em sua reunião de 5/7/1952, declarou, "por unanimidade que o espiritismo é religião sem ritos, sem liturgia e sem sacramentos". Proclama-se assim a total inutilidade da Igreja, que será substituída pelo espiritismo. No livro Depois da morte (p. 80), profetiza Leão Denis: "Chegará a ocasião em que o catolicismo, seus dogmas e práticas não serão mais do que vagas reminiscências quase apagadas da memória dos homens, como o são para nós os paganismos romanos e escandinavos."

Não seria difícil continuar a lista de negações. Assim, para dar apenas mais alguns exemplos, o espiritismo nega a criação da alma humana; recusa a união substancial entre corpo e alma; afirma que não há anjos e demônios; repudia os privilégios de Maria Santíssima; não admite o pecado original; contesta a graça divina; abandona toda a doutrina do sobrenatural; rejeita a unicidade da vida humana terrestre; ignora o juízo particular depois da morte; não concede a existência do purgatório; ridiculariza o inferno; reprova a ressurreição da carne; e desdenha o juízo final. Em uma palavra: renuncia a todo o credo cristão. Em que consiste, pois, seu anunciado "cristianismo"? Tudo é simplesmente reduzido à aceitação de alguns princípios morais do Evangelho, tal como AK aprendera em sua juventude, no Instituto de Pestalozzi, em Yverdun, na Suíça. Seu manual "cristão ...seu manual Cristão...é unicamente O evangelho segundo o espiritismo, "com a explicação das máximas morais de Cristo em concordância com o espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida", que AK publicou em 1864. Na Revue Spirite de junho de 1867, AK critica a obra de J. B. Roustaing (que ensinava que o corpo de Jesus era meramente aparente ou fluídico) e revela que em O evangelho segundo o espiritismo ele se circunscrevera simplesmente às máximas morais que são, geralmente, claras e nem poderiam ser interpretadas de maneiras diversas e são, por isso, aceitas por todos. E então revela: "Essa a razão que nos levou a começar por aí, a fim de sermos aceitos sem contestação, aguardando, relativamente ao mais, que a opinião geral se encontrasse familiarizada com a idéia espírita." Passa então a criticar Roustaing, dizendo: "O autor desta nova obra julgou dever seguir outra orientação: em lugar de proceder gradativamente, quis de um salto atingir o fim. Assim é que tratou de certas questões que ainda não julgáramos oportuno abordar."

AK era oportunista. Daí seu proposital silêncio sobre certas questões, por exemplo, a Santíssima Trindade. Seu único estudo de caráter teológico, embora negativo, sobre a natureza de Jesus Cristo, não foi por ele publicado, mas apareceu apenas depois em suas Obras póstumas. Ele recomenda esta norma de agir: "Cumpre nos façamos compreensíveis. Se alguém tem uma convicção bem firmada sobre uma doutrina, ainda que falsa, necessário é que lhe tiremos essa convicção, mas pouco a pouco. Por isso é que muitas vezes nos servimos de seus termos e aparentamos abundar nas suas idéias: é para que não fique de súbito ofuscado e não deixe de se instruir conosco." (III, 336).

Sendo o Brasil um país tradicionalmente católico ou cristão, os espíritas, de acordo com o citado princípio de AK, se apresentam como "cristãos" e difundem principalmente O evangelho segundo o espiritismo. Começam por dizer que o espiritismo é apenas ciência e filosofia, não cogitando de questões dogmáticas; que eles não combatem crença alguma; que o católico, para ser espírita, não precisa deixar de ser católico; que todas as religiões são boas, contanto que se faça o bem e se pratique a caridade, etc. e por isso vão dando nomes de santos nossos aos centros espíritas.

O Conselho Federativo resolveu prescrever a seguinte norma geral: "As sociedades adesas (à Federação Espírita Brasileira), mediante entendimento com a Federação, quando esta julgar oportuno e as convidar para isso, cuidarão de modificar suas denominações no sentido de suprimir delas o qualificativo de ´santo´ e de substituir por outras, tiradas dos princípios e preceitos espíritas, dos lugares onde tenham sua sede, das datas de relevo nos anais do espiritismo e dos nomes dos seus grandes pioneiros." Assim, por exemplo, começa algum centro espírita por chamar-se "Centro são Francisco de Assis"; depois, quando a Federação julgar oportuno, suprimirá o qualificativo "santo"; e afinal, quando seus adeptos já estiverem suficientemente distanciados da Igreja, será "Centro Allan Kardec".

O espírita perante a Igreja

Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou a determinação feita pelo Episcopado Nacional na Pastoral Coletiva de 1915, revista pelos bispos em 1948 nestes termos: "Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges, e não podem ser admitidos à recepção dos sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de fé."

Segundo o novo Direito Canônico (de 1983), "chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela" (cân. 751). E no cânon 1364 parágrafo 1, a nova legislação eclesiástica determina que "o herege incorre automaticamente em excomunhão", isto é: deve ser excluído da recepção dos sacramentos (cân. 1331 par. 1), não pode ser padrinho de batismo (cân. 874), nem da confirmação (cân. 892) e não lhe será lícito receber o sacramento do matrimônio sem licença especial do bispo (cân. 1071) e sem as condições indicadas pelo cânon 1125. Também não pode ser membro de associação ou irmandade católica (cân. 316).

O espiritismo afeta a mente e o sistema nervoso. Constatando que no Brasil muitas pessoas freqüentam o espiritismo por motivos apenas sentimentais: "desejam consolação (uma pretensa comunicação com os mortos) ou uma receita para curar doença ou um conselho para sair de um problema"; são pessoas conhecedoras da doutrina espírita como tal e que a professam convictamente; e que "por isto querem ser católicos e espíritas ao mesmo tempo" - como se isto fosse possível, Padre Estêvão Bettencourt, O.S.B., fazendo uma apreciação sobre o espiritismo, em folhetos da série "Nós e Nós", da Editora Santuário, adverte quando aos perigos para a mente e o sistema nervoso que pode a mediunidade acarretar aos seus usuários. Médicos e psicólogos registram que a frequentação do espiritismo afeta profundamente o psiquismo e o sistema nervoso dos seus clientes.

Sim, quem procura um Centro Espírita, procura-o muitas vezes porque já está ou psiquicamente abalado por doença ou por um problema qualquer resistente; não tendo conseguido solução por vias racionais ou científicas, vai tentá-la por via "mística" ou emotiva ou por meio de sugestão espírita. De fato, as sessões espíritas mexem fortemente com a fantasia ou a imaginação dos clientes, fazendo-os entrar num "mundo novo" ("o mundo do além"), induzindo-os a assumir um comportamento que não é orientado por critérios racionais, mas por critérios imaginados pelo médium e incutidos ao paciente.

Ora tal atuação prejudica gravemente a saúde psíquica e os nervos do cliente já debilitado pela luta anterior contra o seu problema. Precisamente a grade difusão do espiritismo no Brasil faz que a nossa terra seja um dos países de maior índice de doenças mentais do mundo. "Verifica-se que, na proporção em que o espiritismo cresce no Brasil, aumenta o número de casos psicopáticos em nossa pátria.

O espiritismo ou provoca a perturbação nervosa (.) ou a agrava (quando pretende curá-la). O médium ou o curandeiro só leva em conta os sintomas ou os efeitos da moléstia, sem atinar com as causas, que ele ignora ou que ele interpreta supersticiosamente. Em conseqüência, ele contribui para agravar a divisão da personalidade, tornando-a cada vez menos capaz de encontrar a cura."

(Texto extraído do jornal Atualidade editado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Semanário Católico de 20/3/1988.)

Fonte: Subsecretariado de Medjugorje - Balneário Camboriú - SC.

EM SÚPLICE ORAÇÃO




A vida é como um campo pronto, adubado...
Nela, Deus tudo dispôs com perfeição...
Cada ser precisa fazer germinar fecundamente...
as sementes do bem viver...
para que brote os bons frutos no tempo certo...

Em se tratando da humana criatura...
Nela vemos,
quando não atingida pelo pecado,
belíssimos resultados de um campo fértil...
Bem plantado...

Mas para isso...
Não podemos, em hipótese alguma,
afastar de nossa vinha...
nosso Vinhateiro Criador...
Ele, Senhor e Pai Eterno...
nos livra do inferno das ervas daninhas...
que o inimigo de nossas almas procura semear...
...

Em súplice oração, peçamos...

Pai Santo de infinita bondade...
quão feliz é quem te ama...
E se deixa fecundar pelo amor e obediência
do teu Filho Jesus...
Que atingido por morte de cruz...
fizeste ressuscitar...

Aqui estamos ó Senhor nosso...
e te suplicamos...
Vinde em nosso auxílio...
com a graça do Espírito Santo...
Para que fecundos neste chão de nossa vida...
possamos dar frutos de verdadeira conversão...
e assim vivermos a salvação que o teu Filho veio trazer...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv.
Postado por FREI FERNANDO,OFMConv. no A CAMINHO DA ETERNIDADE em 2/25/2010 09:32:00 AM

Palavra da Coordenadora


Eclo 21,1-8

Queridos irmãos e irmãs,

Deus Deseja entrar em nossas vidas e delas fazer parte, nos encorajanddo a viver, a sermos felizes. O próprio Espírito Santo Descerpa sobre nós e nos dará força(At, 1,8), par fugirmos do pecado e declararmos: "eu pertenço a Deus! Eu sou de Deus!

Coragem! Deus te Ama, Deus te Acolhe, Deus te Chama...

O Senhor te Abençoe e te guarde!
O Senhor te mostre a Sua Face e Conceda-te Sua Graça!
O Senhor Volva o Seu Rosto para ti e Te dê a paz!(Nm 6, 22-26)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Missas de Misericórdia, pura e cristalina espiritualidade católica


Momentos de graça e de muitas bençãos esperam por nós, cristãos católicos, nas missas de misericórdia. Na igreja de Nossa Senhora das Graças, no bairro Ibiapaba, teremos mais uma missa na quinta-feira, dia 25 de fevereiro, às 19:30, começando com o terço da misericórdia, seguido da Santa Missa de Misericórdia, na qual sempre acontecem muitas curas, libertações, reavivamento da fé, resgate de famílias, tendo como um dos pontos fortes, a exposição do Santíssimo junto aos fiéis.

A igreja de São Pedro de Alcântara também já está realizando missas de misericórdia, derramando muitas bençãos na nossa santa igreja católica.
A próxima missa será na quarta-feira, dia 03 de março.
Não perca esses momentos de graça e bençãos.

Paz e Bem

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Venham!

Olá amados irmãos que acessam o nosso blog, agradecemos fraternalmente o crescente número de acessos a esse veículo eficaz de evangelização, ao mesmo ponto que queremos divulgar ainda a nossa agenda de atividades para esta quarta-feira 24/02 do corrente ano.
Teremos, é claro, muito louvor e unção de Deus. O tema para esta quarta, está focado na Pessoa Divina do Espírito Santo de Deus, cuja pregação terá como tema "O espírito Santo Vem", tema que será exposto por Maria Deusina Oliveira, membro do Ministério de Pregação deste grupo de oração. A animação ficará por conta do ministério Discípulos, que ao longo dos anos vem se empenhando na missão de realmente seguir e conduzir para Jesus, então todos estão convidados. Nosso encontro acontece sempre todas as quartas feiras na catedra de São Pedro de Ancântara, centro de Floriano PI, sempre tendo seu início às 19: h com o Santo terço, e em seguida, louvor, pregação e oração, estejamos Juntos e até lá!!!

Júlio Jr(coordenador do Min. de Pregação do G.O Discípulos de Emaús)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PENSO E LOGO EXPRESSO...

Penso e logo expresso em meus versos...
Por meio de letras acesas...
as certezas que trago no coração...
Dou, com isso, um sumiço na insegurança...
Pela sua discrepância à verdade que me refaz...

Não, não sou capaz por mim mesmo dessa proeza...
A Verdade ela mesma é que me capacita...
e me faz ser assim...
Todo seu, todo em mim...
sem com isso ser egoísta...
Pois tenho em vista não o meu eu...
Mas o que Deus me dá a viver e fazer...
Segundo o seu plano de salvação...
O seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo...

Já ouvi alguém dizer:
“É muito difícil seguir Jesus”...
Ao que respondi: difícil é seguir o pecado
Porque o seu resultado é a morte e nada mais...

Ao contrário...
Seguir Jesus é fazer o que Ele nos ensinou...
Amar o Amor até as últimas consequências...
Renunciar a si mesmo...
Tomar a cruz de cada dia...
E segui-lo pela via da obediência e da penitência...
Até a ressurreição...

Por isso...
quando digo algo...
não o digo pra mim tão somente...
Porque o meu dizer tem que ser um dizer diferente...
Porém sempre de acordo a vontade de Deus...
Senão se torna apenas um palavreado qualquer...
Sem nexo...
Sem reflexo...
Sem vida...
...

“Nenhuma palavra má saia da vossa boca,
mas só a que for útil para a edificação,
sempre que for possível,
e benfazeja aos que ouvem.
Não contristeis o Espírito Santo de Deus,
com o qual estais selados para o dia da Redenção.

Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia...
sejam desterradas do meio de vós,
bem como toda malícia.
Antes, sede uns com os outros bondosos e compassivos.
Perdoai-vos uns aos outros,
como também Deus vos perdoou, em Cristo”. (Ef 4,29-31).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um evangélico diz que eu não posso rezar pelos mortos. O que vou dizer?

Muitas vezes e não somente no período de finados, somos questionados sobre o ato de rezar pelos falecidos, seja no terço, seja numa missa de sétimo dia, seja numa oração diária. A força das citações bíblicas pode nos deixar confusos se não construirmos conhecimento a respeito do assunto, por isto, como bons católicos que somos precisamos saber porquê estamos fazendo isto ou aquilo dentro da nossa igreja. E pode ter certeza, não estamos fazendo atôa.
O "Discipulos de Emaús" selecionou uma mensagem do site Veritatis Spendor, na qual um leitor, provavalmente evangélico (ou um católico confuso) faz o questionamento devidamente "embasado" em passagens bíblicas:

O leitor Guimaraes Filho questiona:

Porque orar pelos mortos, se a Bíblia nos afirma: Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Eclesiastes 9:5, Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio. Salmos 115:17 , Ora, Deus não é de mortos, mas sim, é Deus de vivos. Por isso vós errais muito. Marcos 12:27 , Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus. Lucas 9:60.

Prezado Guimarães Filho, a Santa Paz!

Parafraseando a expressão popular “há pessoas e pessoas”, lhe digo que há “mortos e mortos”.

No Antigo Testamento normalmente se refere aos mortos como aqueles que morreram fora da amizade com o Senhor. Estes possuem um destino diferente dos justos: irão para a habitação dos mortos para Deus:

"Este é o destino dos que estultamente em si confiam, tal é o fim dos que só vivem em delícias. Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles. Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada. Deus, porém, livrará minha alma da habitação dos mortos, tomando-me consigo" (Sl 48,14-16).

Como se vê, o justo pede que Deus não o coloque junto com os mortos para Deus, mas o tome consigo.

Bem observaste que Deus é Deus de vivos. Os adventistas e testemunhas de Jeová crêem num deus dos mortos, pois negam que a alma humana tenha consciência após a morte, o que é totalmente falso (1).

Devemos orar pelos mortos porque nem todos aqueles que morrem na amizade de Deus (os que estão salvos) morrem completamente santificados. Estão justificados (salvos), porém não santificados. Os protestantes possuem muita dificuldade em entender a diferença entre estes dois termos, porque Lutero ensinava que eram a mesma coisa, o que não é verdade (2).

Além da confusão que ele fez, ainda promoveu a remoção de 7 livros do Antigo Testamento que ensinavam a doutrina da oração pelos mortos.

Por isso existe o Purgatório, lugar para que aqueles que morreram na amizade de Deus possam se purificar da tendência ao pecado e estarem prontos para entrar no Céu (cf. Ap 7,9).

Devemos então orar por estas almas que estão no purgatório se preparando para morar no Céu. A Graça que elas alcançam nesta santificação é o que a Igreja chama de Indulgências. São Paulo se refere a uma forma de indulgência muito praticada no início da Igreja, que era o batismo ministrado às pessoas mortas, que morreram com Fé, porém sem ter a chance de se batizar: "De outra maneira, que intentam aqueles que se batizam em favor dos mortos? Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?" ( I Cor 15,29 ).

O Judaísmo do período helenista também reconhecia que a estas pessoas, certas indulgências eram úteis: "Dá de boa vontade a todos os vivos, e não recuses este benefício a um morto" (Eclo 7,37). Ainda:

"Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis porque ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas" ( II Mac 12, 43-46)

Jesus confirma esta doutrina ao ensinar que há um tipo de perdão (indulgência) que se aplica após a morte: "Todo o que tiver falado contra o Filho do homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste mundo, nem no mundo vindouro" ( Mt 12, 32).

Os primeiros cristãos também sempre reconheceram o bem que é a oração pelos mortos (3).

Espero tê-lo ajudado.

Em Cristo Jesus,

Prof. Alessandro Lima.

Notas

(1) Prof. Alessandro Lima. Apostolado Veritatis Splendor: Os Mortos estão dormindo? Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4042. Desde 6/11/2006.

(2) Dr. Rafael Vitola Brodbeck. Apostolado Veritatis Splendor: O erro de Lutero. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/2881. Desde 19/7/2004.

Prof. Rui Machado. Apostolado Veritatis Splendor: A justificação, sua natureza e suas causas. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4161. Desde 18/4/2007.

(3) Carlos Martins Nabeto. Apostolado Veritatis Splendor: O CUIDADO DEVIDO AOS MORTOS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/3663. Desde 17/3/2003.

http://mercaba.wordpress.com/2007/05/15/a-oracao-pelos-mortos/.


LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: LEITOR PERGUNTA SOBRE ORAÇÃO PELOS MORTOS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4295. Desde 06/06/2007.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Bento XVI Convoca “Ano Sacerdotal"


A partir do próximo dia 19 até junho de 2010, a Igreja no mundo celebra o Ano Sacerdotal convocado pelo papa Bento XVI. Com o tema “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do sacerdote”, a convocação acontece por ocasião do 150º aniversário da morte do padre francês, São João Maria Vianney, hoje padroeiro dos párocos, e a partir do dia 19, proclamado pelo papa, padroeiro dos sacerdotes de todo o mundo.
Para a abertura, no dia 19, está prevista uma celebração, em Roma, presidida pelo papa Bento XVI. Neste dia a Igreja comemora a solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Santificação Sacerdotal.
Ainda no Ano jubilar, será publicado um Diretório para os Confessores e Diretores Espirituais, assim como uma compilação de textos do papa sobre os temas essenciais da vida e da missão sacerdotais na época atual.
Segundo expressou Bento XVI aos membros da Congregação para o Clero, o objetivo deste ano é, “ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea”.
Como parte das celebrações do Ano Sacerdotal, cerca de 100 sacerdotes, religiosos e religiosas participaram, no dia 6 de maio, no Colégio Pio Brasileiro, em Roma, de uma conferência realizada pelo cardeal prefeito da Congregação para o Clero, dom Cláudio Hummes. O tema do encontro foi “A situação dos Presbíteros no mundo e o Ano Sacerdotal”.
NO BRASIL
A Igreja no Brasil vai celebrar o Ano Sacerdotal de várias formas, com destaque para a série de publicações biográficas de padres que serviram à Igreja: José Antônio Maria Ibiapina, Josimo Tavares, Alberto Antoniazzi,Cícero Romão Batista, Emanuel Gomes González, entre outros.
“É uma oportunidade eficaz para tratarmos da formação do presbítero, seu ministério, e levar o povo brasileiro a conhecer mais de perto o que é a vida sacerdotal. As publicações serão um bom auxílio para divulgar essas figuras exemplares da Igreja”, disse entusiasmado, o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa.
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB, dom Esmeraldo Barreto de Farias, afirmou que o Ano Sacerdotal é uma maneira de motivar o estilo de vida do presbítero. “É uma ótima oportunidade para que cada diocese possa contribuir para o aprofundamento e a renovação das motivações na vida de cada presbítero a fim de que possa, com alegria, continuar respondendo, a cada dia, ao chamado de Deus para o seguimento a Jesus Cristo, o bom Pastor, servo missionário, como ministro ordenado em meio à realidade de hoje”.
Padre Reginaldo de Lima, assessor da Comissão, acredita que o Ano Sacerdotal vai proporcionar aos presbíteros a intensificação de sua espiritualidade e ao mesmo tempo recuperar a imagem de figuras emblemáticas do presbitério brasileiro. “Vamos trabalhar para que as biografias de vários padres brasileiros sejam recuperadas. Além disso, o Ano Sacerdotal vai dar ênfase à espiritualidade dos padres.
O SANTO CURA D’ARS
São João Maria Batista Vianney nasceu em Lion, Dardilly, na França, em 8 de maio de 1786. Foi ordenado sacerdote depois de vencer muitas dificuldades, inclusive nos estudos. Considerado o padroeiro dos párocos, o padre ficou mundialmente conhecido por Cura de Ars, por ter dedicado toda sua vida à pequena cidade de Ars, na França. Ali, ele foi um admirável exemplo de vida cristã, exercitou uma eficaz pregação voltada para a mortificação, a oração e a caridade. Maria Vianney faleceu em Ars, com odor de santidade, em 1859, e foi canonizado pelo papa Pio XI em 1º de novembro de 1924. Sua festa litúrgica é comemorada em 4 de agosto, tradicionalmente conhecida pela Igreja como Dia do Padre.


Fonte: http://www.presbiteros.com.br/index.php/bento-xvi-convoca-ano-sacerdotal/

MATEUS 6,7-8 E AS "VÃS REPETIÇÕES"



“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos...
Por causa destes versículos e, pressionados pela abordagem dos protestantes, muitos bons católicos deixam de rezar a santa oração do Terço, devido a citação “vãs repetições”.

Para compreender melhor essa passagem bíblica, o blog Discipulos de Emaús reproduz, com poucas adaptações, um texto escrito por Rondinelly Ribeiro, publicado no portal Veritatis Splendor; veja o conteúdo:


“O versículo em questão traz o seguinte, segundo a tradução da Bíblia de Jerusalém: Nas vossas orações não useis de vãs repetições, como os gentios, porque imaginam que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos. Não sejais como eles, porque vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de lho pedirdes. Em seguida, Jesus ensina o Pai-Nosso.

Não deixem de praticar tão piedosa oração que é o santo terço. Quem dera se as pessoas deste mundo ao invés de repetir os mesmos pecados, repetissem orações. Na verdade, a chave para entender esta passagem não está na palavra repetições, mas na palavra vãs. Entende? A oração do terço se baseia na repetição de Ave-Marias e Pais-Nossos, mas jamais tais orações serão vãs, ou seja, despropositadas e orgulhosas, se devidamente proferidas. Logo após essas palavras, Jesus ensina o Pai-Nosso, dizendo, portanto, orai desta maneira. Tal exemplo de oração foi absorvido pelo povo que a escutou e, sem dúvida alguma, repetida diversas vezes, ao longo de toda uma vida e ao longo de toda a vida da Igreja Cristã. Jesus queria, com estas palavras, alertar mais uma vez o povo contra os que pretendiam atrair a atenção dos homens, em detrimento a Deus. São os fariseus, que gostavam de alardear sobre suas virtudes de oração e jejum, enquanto tinham no coração uma piedade falsa. Daniel J. Harrington, s.j. escreve, sobre essa passagem, o seguinte: Na devoção judaica, a oração de súplica era muito importante e os discípulos de Jesus são exortados a não confundir quantidade com qualidade (v.7). Como Pai amoroso, Deus conhece as necessidades de seus filhos antes mesmo que eles façam seus pedidos, mas ele quer que eles peçam com fé e confiança (v.8). Na súplica, mais do que informar Deus de alguma situação, expressamos nossa dependência e nossa fé1. Portanto, não há porque considerar como vãos o Pai-Nosso ou a Ave-Maria somente porque são repetidas. O que Deus enxerga é a postura do coração ao recitá-las, e não a postura do ego de quem repete.

São Paulo nos diz para orar sem cessar (cf. 1Ts 5,17) e que nós oremos sempre e por tudo (Ef 5,20). Como, então, fazer isso? Segundo algumas versões, foi praticando exatamente este orai sem cessar que nasceu o terço. Nos mosteiros antigos praticava-se a leitura de todos os salmos, todos, ao longo de um dia inteiro. Assim os monges poderiam orar sem cessar. Entretanto, ao longo dos anos, os salmos foram sendo substituídos pela Ave-Maria, posteriormente intercalando-se a oração do Senhor. Como existem 150 salmos, a substituição gerou 150 Ave-Marias, ou seja, um rosário. Qualquer oração que seja, dita com piedade, perseverança, amor e fervor, será bem aceita, seja ela repetida ou não, porque não será vã. Entendeu?

Vejamos, também, que, em comparação, muitas igrejas protestantes que possuem um ritual litúrgico, como os luteranos, anglicanos, metodistas, e alguns presbiterianos, possuem livros de orações, repetidas à semelhança dos católicos, como o Credo Niceno entre outros. Inclusive existem luteranos que rezam um terço adaptado (clique aqui para fazer o download) Sem contar, também, as expressões de louvor, repetidas à exaustão, de quase todos os protestantes neopentecostais (Aleluia! Glórias a ti, Senhor!, etc). Não creio que eles, que gritam sem cessar tais expressões, consideram isto como vã repetição. Outro exemplo de repetição de uma oração está no Salmo 136. Leia e conte quantas vezes aparece o verso porque o seu amor é para sempre. O que desagrada a Deus não é a repetição da oração, mas como ela é feita.

Enfim, podemos concluir que uma leitura rápida e literal da Bíblia pode levar a desfechos indesejados. Não, não é uma vã repetição rezar o terço, não é uma vã repetição rezar o Pai-Nosso, não é vã a repetição que se faz de coração aberto, sincero e piedoso.

Para terminar, deixo uma exortação de São João Crisóstomo: Nada se compara em valor à oração; ela torna possível o que é impossível, fácil o que é difícil. É impossível que caia em pecado o homem que reza.”


1. HARRINGTON, D.J.: Mateus. Comentário Bíblico, ed. Loyola, 2002.


RIBEIRO, Rondinelly. Apostolado Veritatis Splendor: MATEUS 6,7-8 E AS "VÃS REPETIÇÕES".. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4017. Desde 23/10/2006.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quarta feira de Cinzas - O significado das cinzas



Quarta feira de Cinzas
- Início da Quaresma –
“Tempo de penitência e conversão.”
Lançamento da Campanha da Fraternidade 2006.

O significado das cinzas

O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: "Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza" (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar-se cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.

O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que recusavam-se a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: "Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro "De Poenitentia" , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria "viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas". O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás". Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: "Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?" O moribundo então respondia: "Sim, estou de acordo". Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja. Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás" ou então "Arrepende-te e crede no Evangelho".

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação. Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.


BÊNÇÃO E IMPOSIÇÃO DAS CINZAS NO INÍCIO DA QUARESMA

Aceitando que nos imponham as cinzas, expressamos duas realidades fundamentais:

1. Somo criaturas mortais; tomar consciência de nossa fragilidade, de inevitável fim de nossa existência terrestre, nos ajuda a avaliar melhor os rumos que compete dar à nossa vida: "você é pó, e ao pó voltará" (Gn 3, 19). Somo chamado;

2. Somos chamados a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino, mudando nossa maneira de ver, pensar, agir.

Muitas comunidades sem padre assumiram esse rito significativo como abertura da quaresma anual, realizando-o numa celebração da Palavras.

Veja mais embasamentos bíblicos sobre as cinzas através das seguintes passagens: (Nm 19; Hb 9,13); como sinal de transitoriedade (Gn 18,27; Jó 30,19). Como sinal de luto (2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19). Como sinal de penitência (Dn 9,3; Mt 11,21). Faça uma pesquisa através de todas estas passagens bíblicas, prestando a atenção ao texto e seu contexto, relacionando com a vida pessoal, comunitária, social e com o rito litúrgico da Quarta-feira de cinzas.

OBS: FONTE - MISSAL DOMINICAL, página de 140, © Paulus, 1997
marinho
Publicado no Recanto das Letras em 28/02/2006